A Nutrição na ELA

A prevenção de complicações secundárias provenientes do défice nutricional e desidratação, decorrentes da evolução da doença, exigem cuidados específicos e uma avaliação nutricional adequada. 

Na Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.), a perda de peso corporal, demonstra a necessidade de apoio nutricional precoce e específico a cada estágio da doença. O controlo Nutricional através do ajuste alimentar ou suplementação nutricional apresenta ótimos benefícios tanto para portadores da doença como cuidadores.

O suporte nutricional pode retardar a perda de peso e consequentemente a atrofia muscular. As vias alternativas de alimentação para os pacientes com ELA incluem maioritariamente a suplementação ou tube feeding (por exemplo PEG – Gastrostomia Endoscópica Percutânea).

Na consulta de nutrição, são identificados distúrbios nutricionais através de uma avaliação do estado nutricional o mais completa possível. Possibilitar uma intervenção adequada, com o intuito de proporcionar aos indivíduos portadores de E.L.A. uma melhoria do estado nutricional e consequentemente na qualidade de vida, é um objetivo primordial. A consulta de nutrição, não se destina só ao doente mas também ao seu cuidador, pois com o avanço da doença a dependência será maior. Assim serão dados dicas e “ferramentas” essenciais para que ocorra uma nutrição adequada.

As consultas de nutrição na APELA, não são isoladas das outras áreas de saúde. A nutrição trabalha em conjunto com a Terapia da Fala, a Fisioterapia e a Psicologia, pois só trabalhando em equipa multidisciplinar se consegue uma correta abordagem e otimização dos resultados. 

Os dias das próximas consultas:

Dia 5 de Abril - 10h as 14h
Dia 11 de abril - o dia todo
Dia 18 de abril -a partir das 15h

A marcação de cada consulta depende da disponibilidade em agenda.

Pode marcar a sua consulta nas instalações da APELA, em Lisboa, presencialmente, por telefone ou e-mail:

Nas instalações: Rua Al Berto, Lote 18, Lojas A e B, 1900-918, Lisboa

Por telefone: 218 491 756

Por e-mail: psicologia.lisboa@apela.pt 

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Auxílio à Alimentação

Existem cuidados básicos que permitem diminuir os riscos de engasgamento e eventual asfixia ou aspiração de secreções. A ingestão de água deverá ser adequada, conseguida pelo aumento da sua espessura (com espessantes ou adicionando pequena quantidade de néctares) ou através do aumento do consumo de gelatina, confeccionada com o dobro da água. 

 

A alimentação poderá ter de ser mole, evitando-se pequenos grãos, nomeadamente de arroz, e alimentos em que estejam presentes texturas diferentes, como a laranja. A deglutição deverá ser feita sempre com a cabeça inclinada para diante. Poderá ser necessário a realização de Gastrostomia Percutânea Endoscópica (PEG) se a alimentação for muito deficiente e/ ou o risco de engasgamento for elevado. Esta consiste no estabelecimento de uma pequena comunicação entre a pele do abdómen e o estômago, realizada por endoscopia digestiva alta.

 

Contudo, a alimentação por via oral continua a ser possível mesmo que tenha o tubo de gastrostomia. Se o doente se encontrar muito debilitado, pode ser medicamente necessário optar pela Entubação Naso-Gástrica, que consiste na colocação de um tubo em uma das narinas e que se estende até ao estômago.