Quais são as técnicas de tosse dirigida eficazes

Quando diminui a força dos músculos respiratórios, os métodos para obter uma tosse eficaz poderão ser críticos na manutenção das suas vias aéreas livres. Uma tosse eficaz requer uma forte inspiração profunda, coordenação dos músculos da garganta (bulbares) e um fluxo aéreo de saída muito rápido. É necessário um bom volume de ar para empurrar as secreções para fora das vias aéreas. Também é necessário a coordenação dos músculos bulbares para manter o ar dentro e depois libertá-lo subitamente, de forma que o pico do fluxo ocorra quando expira rapidamente. Por isso os seus músculos respiratórios têm que produzir um fluxo de ar rápido.
 

Se o pico do fluxo de ar é baixo, poderão ser necessárias técnicas de tosse assistida, particularmente quando apresenta uma infecção respiratória. Se a sua capacidade vital é baixa (a capacidade vital é a quantidade total de ar que expira, após uma inspiração profunda), a tosse pode ser muito fraca. Algumas pessoas poderão aprender a deglutir ar, para conseguir um volume de ar suficiente para uma tosse eficaz. Algumas pessoas que vivem com poliomielite aprenderam a usar uma técnica chamada “respiração de sapo”, para deglutir ar adicional ao da respiração normal.
 

Também pode ser usada outra técnica para eliminar as secreções, que consiste em fazer duas inspirações profundas e depois forçar o ar para fora dos pulmões o mais rapidamente possível, com a boca e cordas vocais abertas. Repita o procedimento várias vezes de forma a mover as secreções que estão acumuladas nos pulmões, para depois as “tossir”. Outra pessoa poderá ajudá-lo aplicando pressão na parte inferior das costelas à medida que tosse.
 

Existem outras técnicas de tosse adicionais que poderá aprender e que são muito importantes para a prevenção de complicações pulmonares, como a pneumonia. Estes métodos assistem e aumentam a tosse em pessoas com doenças neuromusculares e deverão ser ensinadas por um terapeuta com experiência em cinesiterapia respiratória.
 
 

NOTA: Se você e os seus cuidadores aprenderem estas técnicas, poderá manter-se independente a respirar durante mais tempo e poderá evitar infecções respiratórias!
 
 

A monitorização em casa da função pulmonar pode ser feita se duas formas simples e baratas; com um inspirómetro e com um medidor do “peak flow”. Os inspirómetros são usados por alguns doentes com alterações da função pulmonar, para se ter a certeza que fazem respirações profundas e assim mantêm os pulmões bem expandidos e as secreções são eliminadas. Neste aparelho existe um indicador para verificar se a sua capcidade inspiratória está estacionária ou a diminuir. O medidor de “peak flow”, que mede a taxa do fluxo no pico expiratório, é usado frequentemente nos serviços de urgência como mecanismo simples para respirar e também está disponível para pessoas com asma.

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